O ESTADO SOMOS NÓS


(o incêndio do museu nacional )


Pensando assim, os governos são apenas os administradores dos nossos recursos e geralmente o fazem muito abaixo das nossas necessidades e expectativas. Quando não, em geral, roubam nossos ativos. Como mostra a matéria os museus dependerem apenas de recursos públicos ou receita de bilheteria é coisa do passado. Os americanos Guggenheim, Moma e Metropolitan, por exemplo, combinam doações de filantropos, patrocínio e receita de ingressos com lojas, licenciamento de marcas e até mesmo aluguel de suas instalações para festas e bailes. Alguém tem dúvida que essa atividade, assim como as demais na nossa sociedade, poderia ser feita de forma mais eficaz se realizadas pela iniciativa privada, ao invés de terceirizada aos nossos governos? Nos Estados Unidos por exemplo (e na França) apenas 20% das receitas dos museus são provenientes dos governos sendo os 80% decorrentes da iniciativa privada nas formas mencionadas. Novamente o governo peca por querer administrar tudo, inflando em mão de obra e sem capacidade técnica par fazer tudo.  Por isto a necessidade de termos uma gestão mais eficaz em nosso país através de um processo de privatização que traga uma gestão eficaz para a nossa vida pública.  Apenas para reflexão: Se alguém souber, qual foi o índice de frequência dos brasileiros aos nossos museus em 2017, para ajudar a explicar tamanha revolta com o incêndio do museu nacional? A renda nacional per capta do brasileiro foi de 1268 reais em 2017. O salário mínimo foi de 937 reais, ou seja, a renda média do brasileiro foi 1,3 salários mínimos. Pode esse povo preocupar-se com o real problema que foi o incêndio do museu nacional? Não estariam mais preocupados com o seu umbigo do que com a sua história nacional? Poderíamos aproveitar mais esta tragédia para tentar fazer de forma diferente o que sempre fazemos igual pretendendo resultados diferentes.
Fonte : https://oglobo.globo.com/rio/na-europa-nos-eua-museus-apostam-em-diferentes-fontes-de-recursos-23040787

JOÃO TEIXEIRA DE AZEVEDO NETO


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