O CUSTO BRASIL


( a dificuldade de empreender )



No Brasil a relação dos impostos com o PIB é de 34%, uma das maiores dos países da OCDE. Os encargos trabalhistas e sociais podem variar de 33.4% a 96.7% .Em grande parte dos casos o valor do salário hora é dobrado em relação ao valor pago ao empregado. Dentre os encargos sociais a Receita Federal repassou em 2016 R$ 16 bilhões para nove entidades do Sistema S. Por exemplo, o valor equivale à metade do Orçamento do Bolsa Família de 2017.O sistema S é composto por nove entidades:
• Sesi: Ligado à indústria, oferece opções culturais, de lazer e esporte, além de serviços de saúde
• Senai: Ligado à indústria, oferece cursos e assessoria técnica
• Sesc: Ligado ao comércio, oferece opções culturais, de lazer e esporte
• Senac: Ligado ao comércio, oferece cursos
• Sebrae: Ligado a micro e pequena empresa, oferece cursos e apoio para acesso a crédito
• Senar: Ligado ao agronegócio, oferece cursos
• Sescoop: Ligado às cooperativas, oferece cursos e assessorias ao setor
• Sest: Ligado ao setor dos transportes, oferece opções culturais, de lazer e esporte
• Senat: Ligado ao setor dos transportes, oferece cursos
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Essas entidades têm representações nacionais que supervisionam as regionais nos Estados. Portanto uma grande infraestrutura organizacional. Fica evidente uma real necessidade de analisar em detalhes a relação custo benefício desta imposição às empresas pela folha de pagamento. Já houve tentativas frustradas de redução dessas verbas pelo executivo sem sucesso. Não há dúvida de que esses serviços revisitados poderiam ser eliminados e /ou poderiam ser comprados pelo mercado em preços mais favoráveis, sem ter que pagar por toda a estrutura de "Brasil grande" própria dos órgãos governamentais. Como se não bastasse, o governo federal através do Executivo e do legislativo preparam-se para reonerar a folha de pagamento das empresas. Querem elevar ainda mais as contribuições sobre as empresas que hoje pagam suas contribuições sobre o faturamento e não pela folha de pagamento. Mais uma vez os parlamentares e o executivo pegam a via mais fácil. Aumentar impostos sem antes otimizar e reduzir os gastos públicos desnecessários, como no caso evidente do sistema S.

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