O PREÇO DA DEMOCRACIA


( A greve dos petroleiros)





Após
22 anos de uma ditadura militar o governo civil assumiu o poder em 1986. Com a morte de Tancredo Neves (contorcendo na tumba pelas atitudes do neto Aécio), eleito indiretamente por um colégio eleitoral, o poder civil passou a governar com o vice Sarney, que nos lembra da sua presença através do seu clã no Maranhão. Depois veio o Collor, primeiro presidente eleito pelo voto popular. Em verdade o caçador de Marajás que se transformou em um deles. E que atualmente usa e esbanja verbas parlamentares como senador da república. Lembro dele também quando vejo o Ciro Gomes a destilar ódio, como por exemplo no programa roda vida da segunda feira. Tivemos Itamar Franco (outro vice a assumir) e Fernando Henrique Cardoso por oito anos. Para o último o mérito de estabilizar a nossa moeda e iniciar o processo de desestatização da economia. A seguir por 14 anos tivemos o governo trabalhista com o Lula e a Dilma. São lembrados com esperança por alguns brasileiros por terem distribuído o dinheiro do nosso caixa, sem qualquer compromisso com a estabilidade do país, e garantindo emprego para diversos companheiros. Não sem levar “algum por fora”, pois não são de ferro. Enquanto a esquerda esteve no poder nenhuma iniciativa desleal ocorreu por parte dos que discordavam do seu governo. Apenas em 2016 quando a Dilma e o Mantega brincaram ao extremo com as finanças públicas violando as regras de controle fiscal o povo saiu as ruas e pediu o “impeachment” aprovado legalmente pelo Congresso. Gostemos ou não da nossa história ela foi respeitada democraticamente durante esses 32 anos. Há dois anos fora do poder a esquerda festiva do país não se conforma. Querem o poder de volta para distribuir novamente e seletivamente a riqueza do país e garantir cargos públicos aos companheiros gerados por aqueles que trabalham e geram a riqueza. Não satisfeitos com a greve dos caminhoneiros ameaçam com nova greve com os petroleiros que produzem o refino do petróleo. Ainda não levantamos da primeira cacetada e estamos tomando a segunda. A nossa grande maioria também não está satisfeita com o “status quo”, onde o presidente flagrado no palácio do jaburu em conversa nada republicana com o Joesley Batista continua no poder com ares de madre Tereza de Calcutá cercado de abutres conhecidos. Se não estamos felizes com o que temos presenciado só podemos mudar com a nossa única e maior ferramenta que é o voto. Adeptos do quanto pior melhor a esquerda festiva do país aposta em movimentos que fazem a população brasileira sofrer cada vez mais. Não fossem os 13 milhões de desempregados, agora temos o restante da população maltratada e sofrendo com o caos instalado. Voltando ao início da conversa, uma interdição não pode trazer o que queremos e precisamos. Concordando com Churchill, a democracia é o pior dos regimes políticos, mas não há nenhum sistema melhor que ela. 

JOÃO TEIXEIRA DE AZEVEDO NETO

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