METAMORFOSE


(o que diria Raul Seixas)

O poeta acreditava : melhor ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre quase tudo. Ele era muito mais sábio do que eu imaginava. Recentemente falei sobre o conceito de burguês e proletário, ou seja, sobre a pobreza e riqueza. O filme ( ver link) conta a história de Karl Marx e Engels e permite a reflexão sobre o que ocorria na Europa ao fim do século 19 e o porquê da luta feroz entre os  burgueses e os operários. Muitas vezes tiramos fotos do presente sem conhecer o passado. A própria  dificuldade e a necessidade do ser humano faz com que tomemos partidos distintos para defender o que pensamos sem explorar a história. Sem entrar em juízo de valor, este filme pode ajudar a tirar as nossas próprias conclusões a respeito.  Um abraço; 

( filme : https://www.youtube.com/watch?v=2M5vo2n6G7Y&t=30s&has_verified=1)
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(desmistificando o proletariado)




Muitos argumentos colocados hoje ainda se parecem com os usados no início do século 20, quando o Brasil experimentou o início da revolução industrial com todos os seus impactos negativos e positivos. A ditadura Vargas, por exemplo, através da CLT, endureceu com o empresariado, mais preocupado com os negócios do que com as pessoas. Agora no século 21 os papeis são diferentes. O Capital precisa das pessoas e da tecnologia para fazerem seus negócios prosperarem. E certamente que não é com “força” que se obtém o melhor caminho. É através da negociação que isto deve acontecer, como ficou claro na nova reforma trabalhista, onde o negociado passou a prevalecer sobre o legislado. Negociado através dos sindicatos as empresas e os empregados passaram a negociar as suas posições em detrimento da CLT , um “book” engessado do século passado, guardando-se naturalmente os direitos básicos já adquiridos pela sociedade. Certamente onde não houver a possibilidade de negociação deve prevalecer a lei sobre o negociado. Portanto a divisão e estimulo ao conflito pelo conceito de “patrão e empregado”, “rico e pobre”, “burguês e proletário” já não encontram tanto amparo quando uma negociação passa a ser fundamental para o sucesso das partes interessadas. As grandes corporações hoje são medidas pela sua capacidade de fazer negócios e resultados, usando ações balanceadas com base na boa gestão de pessoas e no uso estratégico da tecnologia. Portanto usar esses jargões é no mínimo anacrônico. Recomendo ler a matéria do link que fala sobre “Lula e os seus ricos” e tire as suas conclusões.
 




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