BRASIS


( dois tempos distintos )
Ontem nos despedimos da copa do mundo. Talvez uma das mais fáceis e ao mesmo tempo uma das mais desafiadora. Vimos dois "brasis " diferentes,  no primeiro e no segundo tempo. O primeiro tímido, medroso e defensivo. O segundo com mais valores técnicos, combatividade e espírito de time. Nosso técnico percebeu as  dificuldades do primeiro tempo e mudou a sua estratégia. Foi evidente o espírito de time dos belgas que , sabendo-se inferiores tecnicamente ,  enfrentaram humildemente os brasileiros com inteligência e venceram o jogo. Fazendo um paralelo com o nosso brasil político, podemos tirar algumas conclusões. Uma discussão infindável e natural rola sobre o próximo presidente da república.  Apesar da dificuldade qualitativa da oferta para a nossa escolha e voto deveríamos pensar sobre o que de fato é relevante para a nossa decisão. Já convivemos com tantos perfis  ( e de baixa qualidade ) que diria que podemos conviver com o que vier a ser o novo presidente. Um técnico não ganha jogo sozinho, mas pode alterar o placar usando novas estratégias e visões. Porém seria importante pensarmos o quão vital será a escolha dos nossos representantes parlamentares. Com eles é  que vamos jogar a partir de 2019 no congresso federal. Não apenas com o melhor técnico, mas somente com  candidatos éticos e preparados profissionalmente para a gestão pública, poderemos pensar em ganhar o jogo que nos espera. Estrategicamente,  é aí que mora o perigo. Sem ótimos candidatos e boas escolhas (para as 513 posições de deputado federal e 82 para senadores da república) não chegaremos a lugar nenhum. Fora isto, é só conversa de botequim na esquina e na internet, e também nos sofás entre amigos, que se digladiam e tentam mostrar que o seu candidato a presidência é o melhor. Em suma, o mérito não está no plano individual, mas evidentemente no coletivo. Ainda dá tempo para irmos para o segundo tempo e tentar ganhar o jogo. Ontem demoramos demais para  trocar o time, mudando de uma posição defensiva para ofensiva. O medo de perder tira a vontade de ganhar. No futebol e na vida.

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