QUE PAÍS É ESSE?

TRIBUTAÇÃO MAQUIAVÉLICA

Temos uma carga pesada de tributação no Brasil. Algo em torno de 34% do PIB. Como desgraça pouca é bobagem,  a tribulação sobre as pessoas físicas e jurídicas  é totalmente desigual entre os cidadãos e as empresas. O Simples no Brasil inclui empresas com faturamento acima de US$ 1 milhão por ano. Um país em desenvolvimento onde o regime especial para pequena empresa é mais benéfico do que o dos países ricos. Nas desonerações de cesta básica há produtos que não fazem parte do consumo dos mais pobres, como salmão, ovas de peixe, filé mignon e todos os tipos de queijos. No mundo todo o que se paga de imposto de renda, depende da sua renda. No Brasil não é assim, depende do seu regime de trabalho. 
Um advogado que ganha R$ 30 mil por mês, se ele for celetista paga 27,5%, se estiver no Simples, a carga é 9%, se estiver no lucro presumido a carga é 14,5%. Todos esses ajustes permitiriam um ajuste de 1% a 1,5% do PIB. 
Se analisarmos um pouco mais, comparando o Brasil com os 35 países mais desenvolvidos da OCDE, veremos que tributamos a renda pela metade e o consumo em dobro. Já dá para ver quem é que paga a conta, os menos incluídos. Consequentemente uma reforma tributária é mais do que benvinda, não só pela necessidade de mitigarmos o déficit fiscal (que em 2018 está previsto para 159 bilhões de reais) como para sermos mais justos com os cidadãos, empreendedores, empregados e com as nossas empresas.



JOÃO TEIXEIRA DE AZEVEDO NETO









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