AUXILIO MORADIA ( REAJUSTE E INCORPORAÇÃO )


(JUIZES E SERVIDORES)


O que mais tem-se falado atualmente é sobre o reajuste de 16% para os juízes e para alguns servidores púbicos que em efeito cascata também se beneficiam dele. Para iniciar, gostaria de volta ao estudo feito sobre o assunto :  https://drive.google.com/file/d/1cRJDK7dePXA6vck1HFvWDvDVhEOGSY7a/view

Os juízes já ganham (em média) mais 22% do que os seus equivalentes no mercado de trabalho, incluindo o valor do auxílio moradia. Atualmente eles fazem jus ao auxílio moradia independente de usar ou não imóvel funcional do estado. Portanto esses dois assuntos, reajuste da remuneração e auxílio moradia andam lado a lado no momento.  

Acompanha o raciocínio:

Vencimento médio dos juízes: 60.000

Auxílio moradia: 4.400

Vencimento sem auxílio moradia = 55.600

Se concedido o reajuste de 16% a remuneração média cresceria na mesma proporção e o custo anunciado pela imprensa é de 4 bilhões de reais anuais apenas em 2019. Se incorporamos o valor do auxílio moradia aos vencimentos (55.600 para 60.000) esse reajuste seria de 8%, ou seja, a metade do valor de 16% proposto.

Com isto o impacto seria reduzido pela metade, saindo de 4 para 2 bilhões de reais. Como apenas 70% terão o reajuste com impacto na folha (estimativa de 30% de incorporações sem custo adicional) esse impacto cairia para 1.4 bilhões, ou seja, 65% menor do que os 4 bilhões inicias.

Em suma, com a incorporação manteríamos os 22% de média de remuneração superior dos juízes em relação ao mercado e acabaríamos coma discussão do pagamento do auxílio moradia, que seria incorporado. Os outros servidores, que recebem o valor proporcional ao teto da remuneração dos juízes, receberiam um reajuste de 8%.

Parece que esta poderia ser uma alternativa a ser estudada para tentar negociar de vez o término dessa discussão interminável. Ainda vai ter quem diga que a incorporação não será de 8% porque o auxílio moradia não desconta o imposto de renda. Uma vez incorporado passará a descontar. Contra isto apenas a lembrança de que todos somos filhos de deus e também não gostamos de pagar imposto. 
JOÃO TEIXEIRA DE AZEVEDO NETO






Comentários

Popular Posts

REVISÃO DO FGTS - INPC X TR ( PERÍODO DE 1999 A 2013)

COMO CORRIGIR O PASSADO - A VIDA TODA

PECULIO INSS