ETÂ TREM BÃO SÔ....




(EMPREGO E SALÁRIO PÚBLICO)



A foto é recente, mas a notícia é sempre a mesma. Olhe o resumo:
  • O IBGE mostra que o salario médio na gestão pública é 65% maior do que na iniciativa privada;
  • Entre 1995 e 2016 a população cresceu 30%, enquanto que os servidores 82%. Apenas 173% a mais;
  • O custo atual dos servidores é 10.7% do PIB, ou seja, 725 bilhões anuais;
  • Entre 2007 e 2016 os salários pagos cresceram 34% líquidos(descontada a inflação). Um crescimento médio real de 2.5% líquidos ao ano. Poderíamos considerar um crescimento pela produtividade???
  • Nesse mesmo período o salário médio do judiciário foi de 16 mil e do executivo 8 mil reais mensais. 
Podem dizer o que quiserem mas nunca acusar a opinião pública de perseguir os servidores públicos. As evidências são muito claras e precisas.


JOÃO TEIXEIRA DE AZEVEDO NETO
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  • 19 dez 2018
  • O Globo
  • DAIANE COSTA daiane.costa@oglobo.com.br

Em 20 anos, número de servidores sobe 82%

Pagamento de salários de funcionários da ativa consumiu em 2017 10,7% do PIB ou R$ 725 bilhões, indicam dados publicados pelo Ipea

“Melhoraram os salários, há mais gente empregada, mas, olhando indicadores, vemos que os serviços públicos não evoluíram. O desempenho da educação é ruim, a sensação de insegurança aumentou, e a saúde e os transportes públicos continuam deixando a desejar”
Enquanto a população brasileira cresceu 30% entre 1995 e 2016, o número de servidores públicos ativos do governo federal, de estados e municípios subiu 82%, passando de 6,26 milhões para 11,5 milhões. Os militares estão incluídos nessa conta, que deixou de fora empregados de empresas públicas. No ano passado, o pagamento de salários somou R$ 725 bilhões, que representam 10,7% do PIB brasileiro. Os dados são de um estudo do Ipea, que também mostra a evolução da remuneração do funcionalismo público entre 2007 e 2016: o salário mé diodo Judiciário no período foi de R $16 mil, contra R$ 8 mil do Executivo federal. Em pouco mais de duas décadas, entre 1995 e 2016, o número de servidores públicos ativos nas três esferas administrativas (federal, estadual e municipal) cresceu 82,4%, passando de 6,26 milhões para 11,5 milhões. A conta inclui militares e exclui servidores de empresas públicas. Nesse mesmo período, a expansão da população brasileira foi de 30%.
O aumento do contingente de servidores levou o gasto anual com o funcionalismo a ultrapassar os 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Em 2017, o pagamento desses salários consumiu R$ 725 bilhões, uma alta de 48% em dez anos, chegando a 10,7% do PIB.
Os dados fazem parte do “Atlas do Estado brasileiro: uma análise multidimensional da burocracia pública brasileira em duas décadas”, divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo é o primeiro retrato já feito do funcionalismo público que engloba as três esferas.
Quando considerados os
servidores de estatais e outras empresas públicas, o número de servidores passou de 7,5 milhões, em 1995, para 12 milhões, em 2016, uma alta de 60%.
A expansão do funcionalismo público no período analisado foi concentrada na esfera municipal, que emprega quase 60% do total de servidores. Nos municípios, o número de funcionários na ativa, entre 1995 e 2016, cresceu 175%,
para 6,5 milhões. Já nas esferas estadual e federal, a alta não chegou a 30%. Ficou em 28%, para 3,7 milhões, no caso dos estados, e em 25%, para 1,2 milhão, na esfera federal.
O estudo mostra ainda que a maior parte desses servidores, em relação a estados e municípios, estão empregados nas áreas da educação, saúde e segurança. Nos municípios, em 2016, 40% dos funcionários públicos eram professores, médicos e enfermeiros. No estado, esse grupo, incluindo os policiais, representa 60% do total do funcionalismo.
— Quando se olha o perfil do funcionalismo, parte expressiva atua com políticas fundamentais, cujo escopo nenhum cidadão ou gestor quer que seja reduzido, como saúde e educação —comenta o sociólogo e pesquisador do Ipea Felix Lopez, um dos coordenadores do estudo.
Lopez explica que o levantamento não mede a eficiência do serviço público. E ressalta que os cargos comissionados, que geralmente estão no centro das discussões, representam apenas 1% dos servidores na esfera federal,
que paga os maiores salários.
Para Sergio Lazzarini, especialista em Administração e professor de Estratégia do Ins per, a efetividade do gasto com servidores é muito baixa:
— Melhoraram os salários, há mais gente empregada, mas, olhando para outros indicadores, vemos que os serviços públicos não evoluíram. O desempenho da educação é ruim, a sensação de insegurança aumentou, e a saúde e os transportes públicos continuam deixando a desejar. E toda hora o funcionalismo pede reajuste salarial.
De 2007 a 2016, a remuneração média dos servidores federais passou de R$ 6,5 mil para R$ 8,1 mil; a remuneração dos servidores estaduais, de R$ 3,5 mil para R$ 5 mil; e a remuneração dos servidores municipais passou de R$ 2 mil para R$ 3 mil. Em média, os salários do funcionalismo público tiveram crescimento real (descontado a inflação) de 34% nesse período.
A massa salarial do funcionalismo brasileiro é alta para padrões internacionais, segundo relatório do
Banco Mundial divulgado no fim do ano passado. De acordo com a metodologia do banco, chegou a 13,1% do PIB em 2015, superando até Portugal e França, que registravam massas salariais mais altas que o Brasil uma década antes. Outros países desenvolvidos, tais como Austrália e EUA, possuem massas salariais consideravelmente menores (cerca de 9% do PIB), ao passo que o Chile, uma nação latinoamericana de renda média, gastou somente 6,4% do PIB com salários do funcionalismo em 2015. Mas o gasto superior do Brasil, segundo o Banco Mundial, não se deve a um inchaço ou excedente de funcionários a serviço da população, mas à remuneração acima da média dos servidores, principalmente dos funcionários do serviço público federal.
A partir do levantamento, o Ipea colocou no ar uma plataforma, onde é possível consultar, por nível federativo e pelos três poderes, informações como total de vínculos de emprego no setor público, evolução anual da remuneração mensal média, comparações entre civis e militares,
diferenças de remuneração por gênero e nível de escolaridade dos servidores, entre outros dados.
Flávia de Holanda Schmidt, diretora adjunta de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia do Ipea, explica que os impactos do tamanho do funcionalismo na ativa não podem ser medidos apenas a partir de gastos com folha e Previdência, mas devem levar em conta também a provisão de serviços públicos ao cidadão:
—Quando olhamos para as carreiras e ocupações mais comuns dentro do funcionalismo, vemos que são em áreas que justificam a existência do serviço público.
Fernando Nogueira da Costa, economista e professor da Unicamp, defende que a melhora dos serviços públicos passa pela valorização salarial dos servidores:

— Quanto mais contratar profissionais qualificados, melhores serão esses serviços públicos. A pior política pública é aquela proposta de só cortar gastos públicos sem atentar para a qualidade do serviço prestado à população contribuinte.


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